"No seu cotidiano não existem fatos que se repetem, pois procura sempre inovar. Não é uma pessoa que se apegue às  coisas materiais.O seu cabelo está sempre variando de cor e de penteados, mas sempre com a mesma franja caída no rosto.Foi do conjunto Trio Mamão e as  Mamonetes, onde tocava guitarra, junto com Bellotto e  Marcelo, que tocava violão.Nunca se interessou por um ritmo específico, sempre ouviu de tudo, de Bob Marley ao rock' n' roll. Mistura estilos como Stray Cats, Specials,Talking Heads e de clássicos como Robert Johnson, Fats Wailler, The Doors,Echo and the Bunnymen e, na MPB, Tim Maia, Raul Seixas e Clementina de Jesus, a quem atribuiu grande destaque. Também foi influenciado pela Jovem Guarda, Wanderléa e Roberto Carlos.Na  infância apegou-se a um presente que ganhou: um pintinho que recebeu o apelido de Risoto e dormia em seu quarto. Alimentado com leite, Risoto cresceu rapidamente e virou a atração da rua. Todos diziam: "Vamos ver o frango do Branco". Outra diversão sua era desmontar brinquedos elétricos, sempre acreditando que os montaria de novo. Resultado: Parou de ganhar brinquedos deste tipo.
Tinha horror de injeção e, desde pequeno, era necessário segurá-lo bem
firme na hora da aplicação. Recorda-se, de certa vez, ter chutado seu pai e o farmacêutico, além de outras pessoas, tendo saído correndo pela rua Augusta, com todos atrás dele.Desde pequeno, a visão lhe causou problemas. Ao se encontrar na praia sem   óculos, o que era quase uma constante, perdia-se. A solução era fazer uma trilha na areia com os pés, que dificilmente funcionava. Este problema foi resolvido com uma intervenção cirúrgica em 1986. Os gestos de Branco são indefinidos. Às vezes sério, outras vezes infantil, mas sempre meigo, com uma vocação para fazer rir quem está ao seu lado. Sabe explorar seu jeito estranho de ser, se expõe sem medo, mesmo ao falar bobagem ou  intelectualizar, não esquece o romantismo, o que o torna uma pessoa bastante interessante. Branco sonha em fazer um filme de 45 minutos. Adora filmar em sua câmera de vídeo e já gravou os Titãs em várias ocasiões.
No violão, era desafinado. Tocava com o Marcelo Fromer desde os 13 anos e inventavam músicas absurdas. Os dois participaram  até  de festival de música da Brahma. Fromer, antigo amigo dos tempos de colégio, lembra-se de Branco na infância, sempre pulando com uns óculos enormes.Criado pelos avós, gostava de brincar na rua com os amigos e de levar bichos de pelúcia para passear de ônibus.
Branco já compôs no baixo e em violão, mas não consegue cantar a música de outros. Ele é casado com a atriz Angela Figueiredo, com quem tem dois filhos. Assistia com seu pai, que o influenciou a gostar de música - principalmente da bossa-nova -, aos musicais do Metro. Hoje, seus filmes preferidos são os de Hitchcock, onde se inspira para vestir-se. Segundo Branco, o trabalho em oito é muito difícil. Acredita que sem a liberdade para dizer o que se pensa não teria sido possível aos Titãs chegar a um resultado satisfatório. As relações entre os Titãs sempre geraram conflitos. Várias crises foram vividas, mas a vontade de permanecerem juntos sempre prevaleceu. Isso, segundo Branco, é inexplicável. Hoje, a relação melhorou, admiram-se e todas as barreiras foram quebradas."  

Biografia retirada do livro "Titânicos Caminhos" de Felipe Mendes Trota