"No
seu cotidiano não existem fatos que se repetem, pois procura sempre inovar. Não
é uma pessoa que se apegue às coisas materiais.O seu cabelo está sempre
variando de cor e de penteados, mas sempre com a mesma franja caída no
rosto.Foi do conjunto Trio Mamão e as Mamonetes, onde tocava guitarra,
junto com Bellotto e Marcelo, que tocava violão.Nunca se interessou por
um ritmo específico, sempre ouviu de tudo, de Bob Marley ao rock' n' roll.
Mistura
Tinha horror de injeção e, desde pequeno, era necessário segurá-lo bem
firme na hora da aplicação. Recorda-se, de certa vez, ter chutado seu pai e o
farmacêutico, além de outras pessoas, tendo saído correndo pela rua Augusta,
com todos atrás dele.Desde pequeno, a visão lhe causou problemas. Ao se
encontrar na praia sem óculos, o que era quase uma constante, perdia-se.
A solução era fazer uma trilha na areia com os pés, que dificilmente
funcionava. Este problema foi resolvido com uma intervenção cirúrgica em
1986. Os gestos de Branco são indefinidos. Às vezes sério, outras vezes
infantil, mas sempre meigo, com uma vocação para fazer rir quem está ao seu
lado. Sabe explorar seu jeito estranho de ser, se expõe sem medo, mesmo ao
falar bobagem ou intelectualizar, não esquece o romantismo, o que o torna
uma pessoa bastante interessante. Branco sonha em fazer um filme de 45 minutos.
Adora filmar em sua câmera de vídeo e já gravou os Titãs em várias ocasiões.
No violão, era desafinado. Tocava com o Marcelo Fromer desde os 13 anos e
inventavam músicas absurdas. Os dois participaram até de festival
de música da Brahma. Fromer, antigo amigo dos tempos de colégio, lembra-se de
Branco na infância, sempre pulando com uns óculos enormes.Criado pelos avós,
gostava de brincar na rua com os amigos e de levar bichos de pelúcia para
passear de ônibus.
Branco já compôs no baixo e em violão, mas não consegue cantar a música de
outros. Ele é casado com a atriz Angela Figueiredo, com quem tem dois filhos.
Assistia com seu pai, que o influenciou a gostar de música - principalmente da
bossa-nova -, aos musicais do Metro. Hoje, seus filmes preferidos são os de
Hitchcock, onde se inspira para vestir-se. Segundo Branco, o trabalho em oito é
muito difícil. Acredita que sem a liberdade para dizer o que se pensa não
teria sido possível aos Titãs chegar a um resultado satisfatório. As relações
entre os Titãs sempre geraram conflitos. Várias crises foram vividas, mas a
vontade de permanecerem juntos sempre prevaleceu. Isso, segundo Branco, é
inexplicável. Hoje, a relação melhorou, admiram-se e todas as barreiras foram
quebradas."
Biografia retirada do livro "Titânicos Caminhos" de Felipe Mendes Trota