Kleiderman

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    Nascido como uma paródia às bandas de rock pesado, o Kleiderman foi uma idéia de Branco Mello e Sérgio Britto para dar vazão às letras mais irreverentes, que não mais tinham lugar dentro dos Titãs e para se auto- desafiarem como instrumentistas, com Branco assumindo o baixo, instrumento no qual já chegou a tocar na fase de composição de alguns discos, dando sua contribuição como instrumentista e Britto assumiu a guitarra, instrumento que tocou posteriormente nos Titãs (na turnê do Domingo). Para a bateria, resolveram arrumar uma mulher para tocar com eles, fartos de tocar num bando de sete homens, através de testes, chegaram à Roberta Parisi, ex- Volkana, que curtia o tipo de som que o Kleiderman estava disposto a fazer e deu sua contribuição inclusive na composição e o grupo passou a assinar Kleiderman, devido à influência que todos tinham no processo de composição. O nome Kleiderman é uma alusão direta ao maior músico de consultórios de dentista já ouvido na face da Terra, Richard Clayderman, mas por possíveis problemas, mudaram a grafia do nome e taparam o primeiro nome com um Band Aid na capa do CD, assinada pelo Artista Fernando  Zarif, que é parceiro de Branco.

A primeira música escolhida para ser trabalhada foi Nem Mãe Nem Puta, que chegou a tocar em rádios de Sampa e do Rio de Janeiro, mas a que teve maior apelo junto ao público, até por ser uma vertente mais pop do repertório do Kleiderman foi Eu Não Quero Mudar, que Branco mantém até hoje no seu setlist solo. O repertório do Kleiderman não incluía músicas dos Titãs, mas faziam parte dele homenagens a bandas que o Kleiderman curtia muito, como Ramones(KKK), Pixies(ISLA DE ENCANTO) e Replicantes(SURFISTA CALHORDA). As canções do Kleiderman são em três línguas: espanhol, inglês e português, e os três “Kleidermans”se revezavam nos vocais. Como retorno dos Titãs às grandes turnês e a opção de novos rumos por seus componentes, o Kleiderman teve seu fim, mas deixou um grande CD, e suas músicas ainda têm o aval de quem já ouviu, e torce para que, pelo menos o Branco não deixe de tocá- las.

                

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