Quem Somos

(Biografias Auto-Risadas)

 

Ervilho

Certas datas são realmente iluminadas. Ou por um fato histórico, ou por trazerem grandes comemorações ou até por conciliarem os dois quesitos; 12 de outubro é uma delas: Descobrimento da América, Dia de Nossa Senhora Aparecida, como se não bastasse isso tudo, às 10:40h da citada data, no ano de 1977 D.C. , nascia para o mundo Carlos Henrique Rutz de Souza, um divisor de águas(ao menos na própria banheira), um criador(então, apenas de preocupações) e um revolucionário(de lençóis)Em franca e custosa evolução, lançou mão da arte de andar já tendo acompanhado uma translação Terrena, tempos depois viria a falar, saltar, correr, subir e muitas, muitas vezes mesmo, cair(sequelas irreversíveis são até hoje uma suspeita recorrente entre os familiares).Alfabetizado, deambulante e curioso o (então) pequeno ser, desbravava no mundo das palavras suas combinações mais interessantes, para então fazer o que mais gostava: redações! Compulsiva e subversivamente, escrevia textos (na época poderiam ter sido taxados de hediondos, tal sua natureza sádica). Foi presenteado, quando da sua Primeira Eucaristia(isso sim é presente) com o LP Cabeça Dinossauro. O ímpeto transgressor o fazia , em volume máximo, bradar o (proibido) refrão: VÃO SE FODER, para pura e simplesmente satisfazer seu ego.Ao pôr o pé(47) na adolescência, outros interesses o afastaram do seu LP. Voleibol, mulheres e a revista Superinteressante ocupavam demais seu tempo. Anos depois, com o joelho destruído, desiludido com as mulheres e a assinatura da Revista cancelada, eis que retoma o rumo das palavras, dessa vez nada autorais. Sim, era o estudo que se manifestava... Já dentro da Universidade, a Fisioterapia agora lhe tomava o tempo, o voleibol voltara, mas conseguiu aliar a tudo isso uma velha paixão latente: Anos 80, e seu marco fundamental (para ele) o LP Cabeça Dinossauro, que convivia (e convive) com o LP Vida Bandida. A curiosidade, no entanto, queria mais.. queria saber quem eram as criaturas por trás dos discos. Ao contrário do Vida Bandida, a personagm da capa do Cabeça Dinossauro não era a mesma que cantava no LP(mas não sabia se isso era bom ou ruim).Iniciou-se a pesquisa: quem são, o que fazem e de onde vêm esse bando de gente que canta aí dentro? Como o cara que canta muda tanto de voz de uma faixa pra outra?
Estava aceso o estopim para a busca incessante de informações sobre os oito caras, que aquelas alturas já eram sete.Quando então um amigo perguntou: Você conhece a música do Ervilho?- diante da negativa, seguiu- Tem uma música muito louca desses caras, que é dentro de um supermercado. Você vai rir muito. Estrago feito, com o gosto por coisas bizarras aliados ao som produzido pela banda, estava criado ali um fã de carteirinha. Com o tempo, foi havendo discernimento e identificação dentro da banda. Entre tantos perfis diferentes, o cara engraçado, que dançava estranho e cantava as músicas mais loucas foi o eleito: Esse cara é massa! 
Comprando trocando e gravando vídeos, foi mesmo constatada a identificação, acima de qualquer suspeita, de que Branco Mello era mesmo o ídolo.

 

Carol

Dia 03 de março de 1983 viria ao mundo uma linda criatura, que anos mais tarde viria a ser atração das visitas de domingo na casa da avó, e nas festas da família.Por um lado é meio vergonhoso, mas por outro pode-se ver o lado artítistico da menina que se aflorava cada vez mais.Sempre que chegava na casa da avó, colocavam uma música para a pequena menina dançar, enquanto tios, primas, tios ficavam na platéia,ops, no sofá curtindo o showzinho.Até hoje Carol(ina) Braga Moryc, hoje com 19 anos,e que até os sete dizia querer ser dentista e cantora, lembra das caras de abobolhados de seus espectadores tão especiais.Com dez anos, já sabendo desde os sete que queria mesmo era fazer teatro, seus pais abriram um negócio pra onde Carol sempre ia depois que saía da escola.Na rua da loja, imitava passantes, ia de bicicleta, junto com uma amiga(revezavam entre a garupa e o selim), vendendo figurinhas adesivas pelo bairro com 10 bonés na cabeça, cada um com uma aba virada para um lado,fazia palhaçadas, inventava personagens, até que fez novas amizades que a levaram pro mau caminho:um clube onde tocava rap e funk que era frequentado por pessoas mais velhas e muito simpáticas (kkkk), as mesmas que levaram seu pai poucos meses depois de proibi-la de frequentar o lugar.A revolta com a probição foi passageira, pois graças ao pai, começou a ouvir música boa(ou ruim para o pai que não gostava de gritos como o de Kurt Cobain).O rock começava a entrar na sua vida.Voltando alguns anos atrás, Carol lembra-se de ouvir sonífera ilha com a mãe, até que um dia, levada pela curiosidade de quem gostava do som, perguntou a mãezinha quem cantava aquilo, e não acreditou que eram os titãs, aqueles caras lokos cantando aquela baladinha.Voltando pra frente(óh), mais curiosidades levaram cabeça dinossauro à parar em sua vitrolinha vermelha da Turma da Mônica.Logo depois, com 12, 13 anos +/- domingo a faria apaixonar-se de vez pelos caras.Aí começaram as incansáveis caças pelos cds, reportagens, posters e toda aquela parafernália que somente um fã de verdade gosta de colecionar.As letras foram o que mais chamaram a atenção de Carol, que passou a interessar-se por músicas e a escrever poesias que questionassem política, falassem de problemas sociais, preconceito, como também fazia Cazuza, que conheceu +/- na mesma época no teatro amador do colégio.A música entrava cada vez mais em sua vida, começou a aprender teclado, conhecer pessoas que gostassem do mesmo estilo de música que ela, andou pelas ruas alternativas da cidade em que morava, conheceu muita gente esquisita, foi a muitas festas estranhas, descobriu que gostava de andar de preto e correntes e assim, começou a se identificar com Branco Mello, que também estava sempre de preto e parecia ser o mais engraçado do grupo, característica que adora nas pessoas.

 

O encontro

Eis que essas criaturas, não se sabe como(ICQ!,ICQ!,ICQ!) acabaram se conhecendo e, tendo um ídolo em comum, surgiu a idéia do Fã Clube. Ervilho, vindo de um histórico encontro com Branco Mello num show do S-Futurismo em Floripa e Carol aspirando esse encontro, acabaram resolvendo montar o Fã-Clube, o Branco Mello-FC.Nada foi fácil, pelo contrário. Desencontros, informações equivocadas, alguma dor de cabeça e muito trabalho a fazer, mas o que movia (e move!) é a vontade de divulgar, celebrar e homenagear o trabalho do Branco. Entre (muitos) tapas e (alguns) beijos, a dupla foi buscando a melhor maneira de facilitar o acesso dos fãs ao material, criar o hábito de manter contato com os demais fãs e com o próprio Branco, que sempre se mostrou simpático ao projeto. Alguns erros foram cometidos, mas superados em seguida, sempre zelando pela confiança da parte dos fãs e do Branco com relação à nossa seriedade.Iniciada a empreitada, vieram os sacrifícios; inúmeras madrugadas, muitos fins de semana de trabalho árduo em cima do computador resultou em algumas(já superadas) "crises de relação", muito bate-boca, mas tudo em paz hoje em dia. O trabalho de pesquisa, assistindo a programas nem sempre dos mais agradáveis atrás de participações Titânicas e Brancoméllicas também consumiram muito do tempo diurno, assim como edição de fotos, redação de textos e digitação. Com o tempo, soluções mais práticas foram sendo executadas, e com o esqueleto do site pronto, facilitou bastante as coisas para o Duo.